As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um grupo de doenças que são transmitidas, principalmente, por meio de relações sexuais desprotegidas. Essas infecções podem ser causadas por vírus, bactérias, protozoários ou fungos. Entre as ISTs mais comuns, destacam-se as úlceras genitais, o HPV (Papilomavírus Humano) e a uretrite, cada uma com características, formas de transmissão e consequências específicas.
Úlceras genitais são lesões abertas que aparecem na pele ou mucosa dos órgãos genitais. Podem ser causadas por diferentes agentes patogênicos, como o Treponema pallidum, responsável pela sífilis, e o vírus Herpes simplex, causador do herpes genital. As úlceras podem ser dolorosas, acompanhadas de secreção, sangramento e, em alguns casos, febre e mal-estar geral. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações, como infecções secundárias e cicatrizes permanentes, além de diminuir o risco de transmissão para outras pessoas.
HPV (Papilomavírus Humano) é uma das ISTs mais prevalentes no mundo. Existem mais de 100 tipos de HPV, sendo que cerca de 40 afetam a região anogenital. A infecção pelo HPV pode ser assintomática ou causar verrugas genitais, além de estar associada ao desenvolvimento de cânceres como o de colo do útero, ânus, pênis, vulva e orofaringe. A prevenção é fundamental, e a vacina contra o HPV, disponível para meninos e meninas, é altamente eficaz na redução das infecções e das neoplasias associadas ao vírus.
Uretrite é a inflamação da uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo. As causas mais comuns de uretrite são infecções por Neisseria gonorrhoeae (gonorreia) e Chlamydia trachomatis. Os sintomas incluem dor ao urinar, secreção uretral purulenta ou clara, prurido e, em casos mais graves, febre e dor pélvica. O tratamento envolve o uso de antibióticos específicos para o agente causador, sendo necessário o tratamento simultâneo dos parceiros sexuais para evitar a reinfecção.
A prevenção das ISTs depende do uso de preservativos em todas as relações sexuais, da vacinação contra o HPV e da realização regular de exames de triagem. A educação sexual e o acesso a serviços de saúde são fundamentais para reduzir a incidência dessas infecções e suas complicações.
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